sexta-feira, 10 de abril de 2015

O BOTE DA COBRA MANSA




Minha vida é quase perfeita. Eis aqui o Dr. Sergio: um dos mais respeitados advogados de Salvador. Apesar de atrair a atenção das mulheres não dou muita bola para as oferecidas. Sou casado e bem casado com a bela é Mariana.
No carnaval de 2009 estava eu e meu grande amigo, o Henrique, no Bloco Camaleão, uma maravilha! Em meio ao pula-pula eletrizante da festa me bati com a negra de cor de jabuticaba. Nossos olhares se cruzaram. Coloquei meu colar de Gandhi em seu pescoço e a agarrei dando-lhe um gostoso beijo. Apaixonei-me por aquela mulher em pleno carnaval. Meu amigo Henrique pegou no meu pé, pois carnaval é tido como uma festa para curti e não para se apaixonar. Só que para o amor não há ocasião certa. Ficamos juntos durante os outros dois dias que faltavam para acabar a festa. Ligávamos um para o outro a todo o momento. Tive medo de a gata morar em outra cidade ou em outro ou Estado. Mas não. Ela era soteropolitana! Poderíamos, então, desenvolver o relacionamento.
 O carnaval passou. Flertarmos durante um bom tempo. A pedir em namoro. Dois meses depois já morávamos praticamente juntos. Após cinco meses de convivência casamos.
O Henrique, aquele que me chacoteou por eu ter passado todo o carnaval com Mariana, acabou sendo também o padrinho do meu casamento. Um cara muito legal, companheiro, fiel, nunca tivemos uma briga séria. Ele sempre esteve presente nos grandes, pequenos, alegres e turbulentos momentos da minha vida. Conheci Henrique ainda garoto, com treze anos. Ele era mais novo. Eu morava em Brotas e aquele novo amigo chegara de Santo Antônio de Jesus, pois seu pai conseguira um novo emprego na capital baiana. Morávamos no mesmo prédio, seu pai ficou amigo do meu, e sempre jogavam xadrez juntos. Ele sempre acompanhava o seu velho, mas da mesma forma que eu, não tinha ainda paciência para o complexo jogo de adultos. Jogávamos vídeo game a noite toda. Nunca fui de muitos amigos. A amizade de Henrique era suficiente. Crescemos juntos e passamos a estudar na mesma escola. Brigávamos um pelo outro – e olhe que não foram poucas as brigas. Até que depois do ensino médio, demos uma separada: eu fui cursar direito e o Henrique foi fazer engenharia civil. Nós nos víamos em alguns finais de semana. Depois da tempestade da graduação podemos nos encontrar algumas vezes.
Henrique é elegante, boa pinta e sempre fora um garanhão. Há um tempo arranjou uma namoradinha que frequentava a minha casa. A garota até ficou amiga de Mariana, mas o relacionamento dela com o Henrique acabou; traição, por parte dele, é claro! Ele, depois de um preconceituoso distanciamento, se aproximando de Mariana.
Ontem cheguei em casa e como sempre dei um beijo na minha companheira. Ela retribuiu, mas os seus lábios tinham um sabor diferente. Sabor de mistério. Perguntei se estava acontecendo algo errado e a mesma apenas disse que sentia um pouco de dor de cabeça. Mal estar repentino de mulher é sinal que alguma coisa errada paira pelo ar. Elas sempre escondem a verdade na dor. Acredito que a dor que muitas sentem é resultado do acúmulo de mentiras que ainda não foram externadas. Reforcei a pergunta: “está acontecendo alguma coisa?” Mariana disse que não. Mudou o seu tom frio para outro mais receptivo. Disse-me sorrindo: “vá tomar bando amor, fiz um jantar maravilhoso”. Dei outro beijo nela e fui para o banho, lá comecei a pensar na sua recepção nada calorosa. Marina sempre me acolhia muito bem. Nunca sentir tal frieza. Por outro lado, se ela estivesse com algo lhe afligindo certamente diria: minha esposa nunca foi de segredinhos.
Jantamos. A comida de fato estava deliciosa. Conversamos sobre diversos assuntos e o astral da minha amada já mudara. No entanto, seu sorriso, em alguns momentos, saia um tanto forçado. Acabamos de janta e fomos para o quarto. Deitamos, ligamos a TV e ela pois a cabeça sobre o meu peito. Falamos sobre algumas coisas do nosso dia-a-dia. depois, relaxados, fiz novamente a pergunta: “amor eu te conheço, percebi pelo seu jeito que estar acontecendo alguma coisa errada ou que está lhe incomodando, por favor, fale o que é!” Marina respirou fundo e disse: “ desculpe amor, eu não consigo esconder nada de você mesmo. Está bem, eu vou falar...”
Eu a olhei e reforcei que ela poderia falar sem medo. Mariana continuou: “sabe... eu estou ha algum tempo em casa, sem trabalhar... sou formada em enfermagem, deixei meu emprego para organizar a nossa vida de casados, mas...”. Olhei atentamente para suas pupilas e a confortei: “isso não é problema algum. Você não precisa trabalhar. Estar aqui cuidando da casa e se preparando para em breve ser a mãe de nossos filhos e...” Marina me interrompeu: “eu sei, mas isso me frustra um pouco. Vejo minhas amigas todas trabalhando...”.
Ela estava incomodada em ficar em casa na inércia. Conseguiu um emprego em uma clínica médica. Eu hesitei bastante com a ideia dela voltar a trabalhar. Já estava acostumado com a sua presença diária e com os cuidados que tinha comigo e com a casa. No entanto eu não podia agir como um machista, idiota, arcaico. Disse a Mari que poderia ir, mas que sentiria por não tê-la constantemente. Resolvemos que contrataríamos uma diarista para fazer as atividades domésticas. Tudo resolvidos vir o seu semblante de felicidade. Foi o suficiente para nos rolarmos em uma gostosa noite de amor...
Seguimos os dias plenamente felizes. Acabei me acostumando com a ideia de Mariana Trabalhar. Só que tal felicidade não duraria muito tempo. Mariana começou a ter horários diferentes no seu trabalho. Não trabalhava mais pela manha, sempre era à tarde e às vezes à noite. Desconfiei da minha esposa. Ela parecia normal. Eu sempre perguntava, disfarçadamente, sobre os horários no que ela respondia: “coisas do trabalho amor”, “tive que cobrir o horário de uma colega”, “o médico resolveu atender até tarde”. A ideia de que Mariana poderia estar fazendo algo errado começou a se fortalecer na minha mente. Seus horários ficaram cada vez mais tardes. Resolvi que deveria contratar um detetive para segui-la. Procurei um no jornal. Achei. Liguei para o mesmo. Ele disse que o serviço duraria um tempo indeterminado, pois nem sempre na primeira busca encontraria algum fato incriminador. Teria que ficar atrás da minha esposa durante, pelo menos, uma semana. Meu coração acelerou quando ele disse, após eu ter contado o que estava acontecendo, que pela sua experiência, de fato, algo negativo poderia estar acontecendo. Eu não admitiria uma traição. Eu, um homem procurado por muitas mulheres, nunca a trair. Não sei o que eu faria se Mariana estivesse... Fui até o escritório do detetive e pedi que ele iniciasse as investigações.
Passaram-se quatro dias. O detetive ligou. Pediu que eu me dirigisse ao seu escritório, pois tinha novidades. Fui ao seu encontro. Ele me recebeu com um olhar de piedade que deu até medo. Falou, com muita precaução na voz, e entregando um envelope, que minhas suspeitas estavam, enfim, confirmadas. Fiquei trêmulo. Sentei no sofá do escritório. Ele disse que as fotos estavam dentro do envelope. Encontrara Mariana com um homem entrando num motel luxuoso. Rasguei o envelope com grande raiva. Não acreditei no que meus olhos presenciaram. A punhalada era dupla. Mariana estava abraçada com ele. Ele que eu jamais pensaria. O meu melhor amigo: o Henrique! Chorei desesperadamente. O detetive pediu calma e deu-me um copo com água. Depois de algum tempo de lamentações, respirei. Paguei o detetive pelos seus serviços e pedi ao mesmo o endereço do motel. Aquilo não poderia ficar assim.
Voltei para casa tentando disfarçar a dor da punhalada que acabara de receber. Minha esposa e o meu melhor amigo, meu irmão, me traíram. Não faria nada de imediato; queria ganhar tempo para resolver aquela situação de forma que ambos pagassem pela dor que eu estava sentindo. Disfarcei com muita força: a vida seguiria, com beijos, sexo e juras ainda mais ardentes.
Passaram-se 15 dias da descoberta. Segui algumas vezes a Mariana e guardei o horário dos encontros. Eram duas ou três vezes na semana notando que a sexta-feira era sagrada. Chegara à sexta-feira do seu encontro. Segui todo o percurso de Mariana.
Mariana saiu do trabalho ás 17 horas, sendo que ela tinha me dito que só sairia ás 20h30min. Passou em uma loja, comprou um belo vestido e seguiu em direção ao motel na Barra. Eu a olhava com sorriso entre os lábios. Mariana parou o carro em frente ao estabelecimento. O recepcionista lhe deu uma chave. Certamente, o amante já estava a sua espera. Passaram-se 13 minutos. Esperei mais um pouco.  De repente chegou duas viaturas. Fiquei assustado. O que estava acontecendo? Os policiais entraram no motel.  Depois de algum tempo Mariana era trazida por uma PM que a colocou no camburão. Olhei atentamente para tudo. O camburão, onde Mariana estava, seguiu para delegacia e eu fiz o mesmo.
 Chegado à delegacia, Mariana sai do carro chorando muito. Demorou mais algum tempo e meu telefone tocou: era ela. Disse para eu ir ao seu encontro, pois a mesma estava presa. Dei um tempo, saí do carro e fui até ela. O delegado era um conhecido meu. Disse-me o que estava acontecendo: “Me desculpe pela notícia Dr. Sergio, mas... sua mulher está presa. Ela está sendo acusada de matar o amante enforcado no motel.” Fiquei paralisado. Olhei chocado para delegado e disse: “avise a Mariana que venho vê-la amanhã”. Sai do local com as emoções confusas.
Noutro dia fui ver Mariana. O delegado levou-me ao seu encontro. A mesma já estava em uma sala reservada para a nossa conversa. Ele nos deixou a sós.  Ao me ver a assassina me abraçou pedindo perdão. Eu a afaste e dei-lhe uma bofetada. Mariana caiu sobre a mesinha da sala. Esbravejei: “sente aí!” Ela, ainda assustada por causa do bofetão recebido, sentou e me olhou. Tornei-me, aos seus olhos, um desconhecido. Perguntei: “Por quê? Por que tudo isso? Por que me traiu? Por que tinha que ser justamente com o Henrique?” Com o impulso advindo da raiva, pela bofetada que eu lhe dei, a ordinária soltou com força o que eu tanto pedir para ouvir:
“Quando me encontrei contigo no carnaval, antes já tinha beijado o Henrique. Foi algo rápido. Depois te vir. Te achei um gato e o beijei. Coincidentemente ele era seu amigo. Não gostou da minha aproximação, mas eu não liguei: estávamos em um carnaval, não devia satisfação a ele. Eu gostei de você. Ficamos juntos durante toda a festa. Permanecendo a paixão, namoramos e casamos. Mas durante o nosso tempo de namoro eu fui atrás dele. Me aproximei e o atraí para minha teia. Eu gosto de você, mas sentia um forte tesão pelo Henrique. Ele hesitou. Um dia fiquei nua em sua frente. E, então, ele se entregou à mim. Me comeu com força e a parti daquele momento formamos uma pacto sexual, sem nenhum envolvimento de emoções complexas. Os encontros, no começo, eram ocasionais. Eu queria mais e ele igualmente. Henrique conseguiu um trabalho para mim na clínica de um amigo. Eu ia para lá, ficava o horário normal e fazia hora extra no motel. Foi maravilhoso durante todo esse tempo.”
Mariana chorou, respirou fundo e continuou:
“Ontem, quando fui ao encontro do Henrique, ao entrar no quarto, já o encontrei morto. Ele estava pendurado em uma corda feita com os lençóis da cama, uma cena terrível! O pescoço estava quebrado e sua cara dizia que tinha sofrido bastante antes de morrer. Eu sei que você não pode acreditar, mas não fui eu que o matei. Sei também que estar com raiva de nós dois. Sim! Fui eu que fiz toda essa história se desenvolver dessa forma. Eu sou a culpada de tudo. Ele sempre falava de você. Falava da sua amizade, da sua companhia; eu me sentia um pouco mal por isso. Não tão mal a ponto de interromper o nosso caso. Quero também descobrir quem o matou. Essa culpa eu não posso carregar comigo. Eu juro não fui eu! Não fui eu que o matei.”
Eu olhei para a cara chorosa de Mariana. Aquela mulher que um dia eu jurei amor eterno no altar. Só que não sentia pena dela, pelo contrário, comecei a soltar um leve sorriso que, aos poucos, foi se abrindo mais, até eu dá uma gostosa gargalhada. Ela olhou para mim com cara de quem não estar entendendo nada. A encarei atentamente. Interrompi o meu riso desenfreado e comecei a revelar a minha verdade:
“Meu anjo é extraordinário, mas meu demônio é melhor ainda. Quando conheci o Henrique, na época em que o seu pai jogava xadrez com o meu, apaixonei-me por ele no momento em que o vir. Eu era um pouco mais velho, mas o suficientemente atrevido para atraí-lo para meus interesses. Virei seu melhor amigo, sempre me insinuava e ele, por sua vez, retribuía, ainda com vergonha das minhas ‘indecências’. Passado algum tempo, quando tínhamos entre 15 e 17 anos, trocamos um beijo. Eu aproveitei a saída do meu pai, o tranquei no meu quarto, joguei-o na minha cama e tivemos, então, a nossa primeira noite de amor. O nosso romance durou até depois do ensino médio. Brigamos por causa de um envolvimento dele com uma garota que era da nossa classe. Veio a faculdade, cada qual foi para seu lado. Estávamos magoados, mas terminado a época de estudos, as mágoas já estavam secas: resolvemos reatar o romance.”
Mariana congelou. Eu me levantei e continuei revelando a minha história:
 “Eu sempre quis ser um cara respeitado socialmente e bem posicionado. Resolvemos, então, que a nossa relação deveria manter-se, por segurança, sempre secreta. Cada um teria que arranjar uma namorada e quem sabe até casar-se. Naquele carnaval nós estávamos juntos, curtindo a festa tranquilamente. Ele ficou com você e eu vi tudo de longe. Ele veio até mim e falou de você, disse para eu me aproximar, pois você parecia ser uma moça interessante para um relacionamento de reconhecimento social. Segui o conselho do Henrique. Me ‘esbarrei’ contigo. Apaixonei-me. Uma falsa paixão: é claro! Paixão que tinha por objetivo arranjar uma mulher apresentável. O plano culminou no nosso casamento. Legal até certo ponto, mas mera estratégia de marketing. Como poderia um grande advogado como eu ficar solteiro?”
Olhei bem nos seus olhos e continuei:
 “Durante todo esse tempo eu e o Henrique estávamos juntos, nos amando, planejando até uma mudança de país depois da minha aposentadoria. Iríamos para um lugar onde as pessoas aceitassem o nosso amor de forma mais tranquila. Só que ele começou a ficar estranho e você também. Passei a desconfiar que algo estivesse errado. Como os meus encontros com o Henrique estavam cada vez mais difíceis, por causa do meu trabalho, tornou-se complicado descobrir o que estava acontecendo com ele, mas com você era muito mais fácil. De alguma forma compreendi que descobrindo o que você estava fazendo eu descobriria o que estava acontecendo também com ele. Contratei um detetive que te seguiu durante alguns dias e que revelou, após algumas buscas, a traição de vocês. Resolvi que isso não ficaria assim. Como poderia uma ordinária que eu pus na minha casa querer roubar o homem que eu conquistei desde a minha infância? Henrique era o amor da minha vida. Não admitiria que nenhuma pessoa se intrometesse na nossa história. O distanciamento que ele tinha comigo agora estava justificado: ele não queria só sexo com você, ele estava te amando.
Mas eu não permitiria: marquei os horários dos seus encontros. Escolhi o dia de ontem. Consegui o contato de um trabalhador do motel que me deu algumas dicas. Disse qual era o quarto que vocês costumavam ficar. Ele chegou de carro, entrou no motel e foi para o tal quarto. Eu entrei com meu carro em seguida e fui para um quarto que era ao lado do dele. Demorado algum tempo eu invadi o seu recinto. Ele, por um momento, assustou-se quando me viu. Fez ar de quem não sabia de nada, mas eu esclareci toda a história. Disse ao Henrique que eu não me importaria que ele fizesse sexo com outras pessoas, mas ele, naquele momento, deveria se entregar a mim. O seu último gozo seria meu. Hesitou, mas nos amamos rapidamente. Peguei o vinho que estava no gelo, entreguei um copo para ele. Ele bebeu... Começou a sentir uma grande falta de ar que foi aumentando aos poucos.”
“Peguei os lençóis da cama, fiz uma Tereza. Ele estava desfalecendo, adiantei o meu serviço: amarrei a corda de lençóis no seu pescoço, segurei o seu corpo, joguei a corda por entre uma viga grossa de madeira que sustentava o teto do local. Puxei, pelo outro lado. A cada puxada que eu dava sentia seu corpo sendo esticado e detonado pela falta de respiração que aumentava por causa do veneno e da corda de lençóis que o sufocava ainda mais. Enlacei-a na cabeceira da cama e fui ver, chorando muito e com uma mistura de ódio e satisfação que dominava o meu corpo, a cena que eu compus. Olhei-o, ele devolvia o olhar com ar de quem não sabia o porquê de tamanha vingança. resolvi explicar:”
 “Você jamais deveria ter traído o meu amor. Eu aceitei que você transasse com outras pessoas, mas seu amor deveria ser só meu! E se ele não pode ser meu, não poderá ser também de ninguém.”
 Uma última lágrima saiu dos olhos de Henrique. Ele, logo após, desfaleceu. Limpei toda a cena. Levei álcool e retirei minhas digitais. Vir se tinha algo que me incriminasse. E o melhor: peguei alguns fios de cabelos teus, de uma escova que estava lá em casa, e joguei sobre o corpo dele. Um dos copos que estava com o veneno foi o que você tinha utilizado no nosso jantar no dia anterior. Fiz tudo de forma que a cena do crime te culpasse. O meu grande amor se foi e você não serve mais para mim. Sei que não abrirá a boca sobre o ocorrido para ninguém. Com isso garantirá a sua boa estadia no presídio e vida longa a sua família. Lembre-se: agora você não tem mais dinheiro, é uma miserável!
Mariana chorou com desespero e raiva. Eu sair da sala. Bati a porta com força. Deixei ela se afogar na tempestade dos que desafiam os mansos. 

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